Eu já não me recordo como é isso de sentir a vida.
A vida tem sido passagem de horas, contagem do tempo através do mundo que se transforma pela vista dos meus olhos, tão cansados de ver toda essa mesmice.
Vou dormir, estou tão cansada.
Ao acordar: nenhum minuto pode ser desperdiçado.
E só tenho sido essa coisa viva, sem significado.
O tempo me é negado cotidianamente. Me é usurpada a possibilidade de sensações reais.
Eu não queria muito, só um tantinho de viver.
quarta-feira, junho 12, 2013
sexta-feira, maio 11, 2012
A gente nunca sabe quando vai ser surpreendido pelo destino.
Nunca sabemos quando é o "nosso tempo". Nosso tempo não é "quando"; é eterno.
Enquanto vamos objetivando planos, o tempo vai seguindo, no gotejar das horas. Sem sequer esperar.
Vamos crescendo, construindo vivências, e, sem perceber, quando abrimos os olhos as coisas estão esgotadas.
Não há mais o que fazer, o que se pensar, pois todos os sentimentos já foram sentidos, e todos os pensamentos já foram pensados.
Só não se esgotaram os sonhos, porque simplesmente não despertaram.
Nunca sabemos quando é o "nosso tempo". Nosso tempo não é "quando"; é eterno.
Enquanto vamos objetivando planos, o tempo vai seguindo, no gotejar das horas. Sem sequer esperar.
Vamos crescendo, construindo vivências, e, sem perceber, quando abrimos os olhos as coisas estão esgotadas.
Não há mais o que fazer, o que se pensar, pois todos os sentimentos já foram sentidos, e todos os pensamentos já foram pensados.
Só não se esgotaram os sonhos, porque simplesmente não despertaram.
terça-feira, abril 10, 2012
cena
Hoje eu não quero nada, só inventar conversa, sofrer sozinha.
O silêncio se transforma em eco, segue o longe e retorna, trazendo o sofrimento de ouvir de novo o som de coisa alguma.
A casa era mais feliz quando nela vivia a paz.
A casa era mais feliz quando nela vivia a paz.
Eu podia ser quem eu era, ou quem gostava de ser, sem vergonha, sem surpresa.
Agora esse fardo pesado de fingir semblantes.Quero a liberdade de ter ao meu lado somente o que se passa em mim.
duzentas vidas não valem
Às vezes as coisas só param de fazer sentido, de
significar. A importância outrora relegada àquela causa, hoje perpassa a
insignificância, beirando a quase nada, um anteprojeto dos sentidos. Aquela
memória que fazia estremecer não era senão uma lembrança de outras memórias,
que minha cabeça fez favor de transformar em suas. Porque nada vivemos digno de lembranças
eternizadas. Nenhum momento foi sequer um momento pelo qual se exclama
"deste, devo me recordar por toda vida". Não, foi tudo o cúmulo do
banal. Foi uma sequência de acontecimentos, que despertaram algo adormecido em
mim, nem por isso dignos de infinitude. Queria eu saber eternizar o que tem pra
ser. Mas minha memória sofre desse mal, de reter o inútil, o que não deveria sem lembrado nem em duzentas
vidas. Duzentas vidas não valem o peso do agora.
domingo, novembro 06, 2011
quarta-feira, outubro 19, 2011
Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei
Se eu mereço
Os quartos escuros
Pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
Se você quiser
Eu posso tentar
Mas...
Eu não sei dançar
Tão devagar
Pra te acompanhar
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