essa histeria cotidiana me cansa
de tal forma que chego a seguir as luzes,
placas, ruas tortas
só pra fugir da cidade que persigo.
carros me levam
mas carros me mordem?
não ligo
além do mais
corro
e fujo do que digo.
sapatos trocados, mal humor garantido.
alguém notaria?
quinta-feira, junho 28, 2007
sexta-feira, junho 15, 2007
Sinestesia
tom cor sabor
tudo em uma
compota
cubos de açúcar
doce feito algodão
doce feito à mão
como trançados de
palha da palmeira
palhaçada da vida
é lambuzar a boca
e manter os dedos limpos
a tarde inteira.
tudo em uma
compota
cubos de açúcar
doce feito algodão
doce feito à mão
como trançados de
palha da palmeira
palhaçada da vida
é lambuzar a boca
e manter os dedos limpos
a tarde inteira.
sábado, maio 19, 2007
Próprio Lar
Meu lugar
Não é aqui, nem lá.
É onde invento.
Resisto, existo
Calo e represento.
Mesmo que não represente
nada a outrem.
Mesmo que apresente
outrora a alguém.
Mesmo que me faça
presente. A ninguém.
Não é aqui, nem lá.
É onde invento.
Resisto, existo
Calo e represento.
Mesmo que não represente
nada a outrem.
Mesmo que apresente
outrora a alguém.
Mesmo que me faça
presente. A ninguém.
domingo, abril 08, 2007
Pensamentos em vão
Escrever gasta
e cansa.
As idéias reluzem,
chamam,
voam e se escondem.
Passo dias e noites procurando-as
mas creio que pousaram
em algum galho oco
e estão a espera de quem as tome
e faça delas melhor proveito.
e cansa.
As idéias reluzem,
chamam,
voam e se escondem.
Passo dias e noites procurando-as
mas creio que pousaram
em algum galho oco
e estão a espera de quem as tome
e faça delas melhor proveito.
domingo, março 25, 2007
Pedaços de mim
Baço, braço, abraço.
Cabelo, joelho, cotovelo. Céu.
Mão, sorriso, pernas, começo.
Pulso, artérias, suor. Ar.
Som, cor, sabor, sentir.
Dar, dor, dedo. Dúvidas.
Pulmão, rim, risada.
Vértebra, nádegas, beijo. Asas.
Cabelo, joelho, cotovelo. Céu.
Mão, sorriso, pernas, começo.
Pulso, artérias, suor. Ar.
Som, cor, sabor, sentir.
Dar, dor, dedo. Dúvidas.
Pulmão, rim, risada.
Vértebra, nádegas, beijo. Asas.
segunda-feira, março 12, 2007
Veio agora de passagem e julgou-se dono da razão
Quando uma única palavra te define
e essa palavra é: Mudar.
Não mudança. Não muda.
Mas o verbo. Ação. Presente.
Aqui Agora e Já.
Esse jeito, aquele modo.
Quando nada disso agrada,
nada faz tanto sentido.
Quero respirar o novo.
Tocar com a ponta dos dedos a palavra transformação.
E pode estar fria.
Áspera. Branda.
Espetar e até doer.
Mas... por que não tentar?
e essa palavra é: Mudar.
Não mudança. Não muda.
Mas o verbo. Ação. Presente.
Aqui Agora e Já.
Esse jeito, aquele modo.
Quando nada disso agrada,
nada faz tanto sentido.
Quero respirar o novo.
Tocar com a ponta dos dedos a palavra transformação.
E pode estar fria.
Áspera. Branda.
Espetar e até doer.
Mas... por que não tentar?
quinta-feira, março 01, 2007
Aquele silêncio, velho conhecido.
Flores vermelhas que sangram. Pulsam.
Dor. Solidão. Falta de tempo ou de sorte?
Estar só. Ser só.
Eu e eu.
Sem ele, ela. Sem nós.
Cem nós?
Amarras de silêncio que me machucam o pulso.
Prendem a circulação e matam.
De vazio.
Sensação de nada possuir. De nada me possuir.
Sozinha num canto. Aresta. Ponta afiada.
Corte mais profundo que faca.
Faca que tenho nas mãos e enfio no peito.
E espero cair, gota a gota, a ausência, despejando litros de verdades que não aceito, mentiras que conto a mim mesma e desejos irreais.
Dor. Solidão. Falta de tempo ou de sorte?
Estar só. Ser só.
Eu e eu.
Sem ele, ela. Sem nós.
Cem nós?
Amarras de silêncio que me machucam o pulso.
Prendem a circulação e matam.
De vazio.
Sensação de nada possuir. De nada me possuir.
Sozinha num canto. Aresta. Ponta afiada.
Corte mais profundo que faca.
Faca que tenho nas mãos e enfio no peito.
E espero cair, gota a gota, a ausência, despejando litros de verdades que não aceito, mentiras que conto a mim mesma e desejos irreais.
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